Nasci para voar.

19:06




Liberdade, liberdade, era tudo o que eu queria. 
Três dias se passaram e eu continuava presa, não me bastava cantar, se ninguém podia me ouvir. Eu tinha que voar, para longe, para o amanhã, para o horizonte. E se de novo me  cercarem com madeira ou ferro colorido, irei cantar aos devidos ouvidos que não é lá o meu lugar. Olhares de amores, ração e água ao meu dispor, mas não é isso o que eu quero. De que adianta tanta mordomia se não estou ao meu livre querer. Eu tenho asas, nasci para voar. Mas estou encarcerada desde então, por crimes que nunca cometi, vivendo essa eterna vontade de bater as asas pelo céu, mas sendo trocada por papel. Este último dono me deu carinho, talvez me dê autonomia de escolher para onde ir.

Chegou a hora de cantar:

Liberdade, liberdade, isso é tudo o que preciso, dê me ouvidos.
Se me ama, deixe-me ir, preciso ser feliz.
Liberdade, liberdade, tenho esperança que entenda o meu canto.
E nele ouça o desespero do meu sonho.
Liberdade, liberdade, deixe-me voar e amar.
Saber que a qualquer dia posso voltar.

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1 comentários

  1. "De que adianta tanta mordomia se não estou ao meu livre querer."

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