"Eu era garoa e ela, um furacão."

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Quem nunca quis ser uma Alasca Young?

Esses dias eu li "Quem é você, Alasca?" do John Green e me vi, por inúmeras vezes, me comparando à uma jovem adolescente do colegial (problemas quanto a isso? não, se você tiver essa faixa etária, mas, sim, para alguém que acabou o colégio há alguns 4 anos). O que mais me impressionou é que, comecei o livro e me deparei logo com o Miles Halter - eu-lírico do livro, fissurado em últimas palavras - saindo em busca do 'Grande Talvez' e pensei "Opa! Vou me identificar, afinal, amo sair em busca de descobrir as coisas, ter o que escrever etc", mas, digamos que não foi bem assim. A parte que mais me vi no Miles foi a paixão que ele teve pela Alasca, afinal, ela é uma personagem intrigante, queria tê-la feito. Ao decorrer do romance me intriguei e revoltei inúmeras vezes com todos os mistérios da jovem menina e levantei questões interessantíssimas a respeito dos acontecimentos e de como eles lidavam com isso, até chegar ao ponto, no fim do livro de eu me ver quase que totalmente na Alasca. Os "mistérios" dela e a instabilidade emocional/comportamental, após a exposição dos acontecimentos me fez entender quase tudo perfeitamente e me indagar sobre o "comportamento normal" dos outros personagens. E um dos exemplos foi o modo como cada um deles lidam com a morte de forma totalmente diferente. Mas, voltando à minha pergunta lá de cima, quem nunca quis ser uma Alasca Young? Oras, ela é encantadora - o Miles é a prova real disso -, apaixonada por livros e extremamente problemática. Fala aí se não é a personagem perfeita!? 



Citações do livro Quem é você, Alasca?

"Chega uma hora em que é preciso arrancar o Band-Aid. Dói, mas pelo menos acaba de uma vez e ficamos aliviados."

"Se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furacão."

(Conversas entre Alasca e Miles sobre 'o labirinto'.)

[Alasca] "Não posso ser uma dessas pessoas que ficam sentadas falando que pretendem fazer isso e aquilo. Eu vou fazer e pronto. Imaginar o futuro é uma espécie de nostalgia. [...] Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente." [...]
[Alasca] "Não é nem a vida nem a morte, o labirinto. [...] São as coisas erradas que fazemos e as coisas erradas que fazem conosco. Essa é a questão. Bolívar estava falando sobre a dor, não sobre a vida e a morte. Como saímos desse labirinto de sofrimento?"

Eu preciso confessar que eu era do tipo que "nossa, você só fala isso porquê tá na moda" e dificilmente comprava best sellers por achar que era "modinha", quebrei a cara depois de Jogos Vorazes e aprendi a não fazer mais isso, porque é extremamente feio julgar as coisas. O "Quem é você, Alasca?" foi uma das leituras do meu experimento de não-mais-julgar e me fez aprender, como todos os outros que virá resenha. Acredito que quase todo o mundo já tenha ouvido falar e lido esse livro, eu só quero deixar minha forma de apreciar a obra. 

Em breve farei mais resenhas nesse estilo para vocês. 

Espero muito que tenham gostado. 


Com amor,
Julieta Capuleto.

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