Amor platônico depois dos quinze

16:45



Pra quem acha que amor platônico é coisa de adolescente, sou a prova viva de que não é verdade. Pois veja só, estou eu aqui beirando os 20 anos e caidinha de paixão por um cara que pouco sei sobre e que mal sabe que eu existo. Isso não cheira aos tempos áureos da vida? Quando a janelinha do MSN subia dizendo que “fulano acabou de entrar”. Essa mesma sensação de euforia hoje vem em forma de uma curtida em uma postagem sobre um assunto qualquer, e você logo pensa em postar mais sobre aquilo só pra ver se ganha mais um pouquinho de atenção. 

Aquela imaginação fértil de 5 anos atrás parece não ter morrido. A esperança também não. Então você se vê fazendo cafuné naqueles cachinhos dourados enquanto admira o sorriso amarelo e tímido, mas quando o encontra pelos corredores da faculdade, mal tem coragem de dizer “oi”. É, parece que a insegurança e o medo do real também são os mesmos. O amor platônico de depois dos quinze, por sinal, não é tão diferente do amor platônico dessa idade. As borboletas no estômago voam na mesma velocidade. 

E eu não podia deixar de fazer a melhor coisa de todas: ir fuçar todas as redes sociais da pessoa. Ficar feliz quando encontra algo em comum contigo, tipo ser super fã de Supernatural ou curtir as mesmas bandas de rock que você, ou ficar triste quando encontra algo que não queria ver, como uma foto dele com alguma garota. Mas a melhor parte disso tudo, é descobrir que independente da idade, nunca se é velho demais pra ser tomada por sentimentos bons. Assim como esse de se apaixonar por um quase-estranho. Se vai morrer com o tempo? Se vai crescer e tornar-se real?

Não sei.
Não importa.
A ideia de amor platônico é que ele seja irracional. 


Esse texto faz parte do Projeto Deixa Fluir.

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