Nós mesmos.

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Dá play aqui, ô:


A gente vai arrumar desculpa sobre qualquer coisa para se ver. Coisas do tipo "a professora me entregou sua prova por engano" ou "acho que você esqueceu sua presilha aqui em casa", "nossa como eu vou viver sem aquela presilha? Ah, pois é, vou ter que ir lá."
E, sei lá, deixa a gente fingir que se engana, sabe? Fingir que não é amor, que não nos pertencemos, eu já repeti inúmeras vezes que somos liberdade. O pior é que você acreditou. Fingimos acreditar tão bem no casual, o casual é o molde perfeito de relação que dá certo. Afinal, não é nem relação. Assim ninguém sai machucado. Nem mesmo se chamarmos outros de amor. Ah, é pura brincadeira! Mas não conseguimos chegar a isso, não nos foi destinado o carinho para um com o outro.
Isso, culpemos o destino, somos covarde o suficiente para assumir nossos erros. Usemos inúmeras desculpas para nos tirar a culpa de não assumir nossos sentimentos, de mascarar o sentimentalismo com a casualidade. Quem sabe, talvez, se repetirmos muito que não nos importamos a gente consiga acreditar.

Mas quer saber? A gente não precisa ser nada além de nós mesmos.

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